quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O Alienista



Trecho do espetáculo O Alienista, de Machado de Assis, com a Cia de Teatro Nu Escuro. Música de Hélio Fróes e Marcelo Falleiros, com Izabela Nascente. Direção Musical de Cristiane Perné e Sergio Pato.


O ALIENISTA
Centro Cultural Goiânia Ouro
Dia 07/10 as 21 horas.
Lançamento do projeto DE DENTRO DO CENTRO
Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz

terça-feira, 28 de setembro de 2010

De Dentro do Centro

DE DENTRO DO CENTRO é uma circulação do repertório da Cia por Goiás e pelos estados de sua fronteira - Tocantins, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul - e também pelo Distrito Federal. Serão cinco espetáculos distintos, que se revezarão entre as cidades participantes.


Preciso Olhar (2009) dir. Henrique Rodovalho

O Alienista (2006) dir. Hélio Fróes

Envelopes (2005) dir. Izabela Nascente

O Cabra que Matou as Cabras (2004) dir. Hélio Fróes

Carro Caído (1999) dir. Reginaldo Saddi


LANÇAMENTO:



Depois segue a programação, neste mês:


Dia 09 às 20h – O ALIENISTA – Teatro do Sesc, Palmas/ TO

Dia 10 às 20h – O ALIENISTA – Teatro do Sesc, Palmas/ TO

Dia 14 às 21h – O CABRA QUE MATOU AS CABRAS – Goiânia Ouro, Goiânia/ GO

Dia 28 às 21h – ENVELOPES – Goiânia Ouro, Goiânia/ GO


domingo, 26 de setembro de 2010

Vem aí... De Dentro do Centro!





DE DENTRO DO CENTRO

Goiás
Tocantins
Bahia
Minas Gerais
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Distrito Federal


Lançamento:
7 de outubro

Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Documentário: Projeto 96

Projeto 96 from Fora da Lei on Vimeo.



Documentário do Projeto 96.

Prêmio Funarte de Artes Cênicas na Rua.

Três grupos que surgiram no ano de 1996, em Goiânia: Cia de Teatro Nu Escuro, Grupo Solo de Dança e Circo Laheto!!!

Uma produção da "Fora da Lei".

Festival Circo Social


Goiânia sedia de hoje até o próximo domingo, dia 26, o 1º Festival de Circo Social da Nossa América. O Circo Laheto, dirigido pelo palhaço Maneco Maracá, coordena o encontro que reune representantes de 19 escolas da rede social de circos de todo o país. A Rede Circo do Mundo Brasil é formada por 20 organizações que utilizam a linguagem circense para o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Confira a programação:

22 de setembro

9h
Abertura Oficial (no Circo Laheto)
- Mesa de Abertura (Paul Laporte, Michel Lafortune , Cleia Silveira, Claudio Barria, Maneco Maracá; representantes da Agepel, Secretaria Municipal de Cultura, PROEC – UFG, PUC e Prefeitura de Goiânia)
- Projeção Vídeo - 10 anos da Rede Circo do Mundo - Brasil
- Projeção Vídeo 15 Anos Cirque du Munde
- Exposição de Fotos
- Performances

14h
Intervenção (na Praça Universitária)
Com performances de todos os circos participantes

20h
Espetáculo: Histórias de Goiás no Picadeiro (no Circo Laheto)
Com Circo Laheto

23 de setembro

8h30 às 12h
Formação de Educadores em Circo Social (no Circo Laheto)

9h às 12h
Mesa de Debate: A História do Circo Social no contexto histórico do Circo (no Auditório do IESA, na UFG)
Com Convidados: Fábio Dal Gallo, Paul Laporte, e Rodolfo Cascão, do Grupo Parangolé – Araguaia Pão e Circo e representante da FUNARTE.
Mediadora: Profª Ermínia da Silva.

9h às 12h
Vivências Circenses - Oficinas Básicas (na Lona da Faculdade de Educação Física da UFG)
Malabares, Diabolô, Acrobacia, Aéreos e Monociclo, ministradas pelas instituições da Rede

9h às 11h e 14 às 16h
Oficinas Avançadas de Arte Circense (na Faculdade de Educação Física da UFG)
- Oficina de Acrobacia (Com Jean Paul Galisnki, na Lona) e Oficina de Palhaço (Com Marcus Casuo, no Auditório)

13h30 às 17h
Formação de Educadores em Circo Social (no Circo Laheto)

14h às 17h
Roda de Debate sobre Práticas Pedagógicas das Instituições da Rede (no auditório do IESA e corredor entre IESA e ICB - UFG) Michel Lafortune (Cirque du Soleil).
Com convidados: Michel Lafortune (Cirque du Soleil), Fernanda MaCruz, Marcia Pelá ,Diane Valdez e Cristina Alves de Macedo.

14h às 16h
Vivências Circenses - Oficinas básicas (na Lona da Faculdade de Educação Física da UFG)
Continuação das oficinas e troca de experiências entre alunos das instituições de Circo

14h às 16h
Oficinas Avançadas de Arte Circense (na Faculdade de Educação Física da UFG)
- Oficina de Acrobacia (Com Jean Paul Galisnki, na Lona) e Oficina de Palhaço (Com Marcus Casuo, no Auditório)

15h
Espetáculo: Nordestino Sim!!!! (no Circo próximo ao Centro de Convivência da UFG - Campus II)
Da Associação Cultural Canoa Criança

20h
Espetáculo: Ilusão (no Circo Laheto)
Com Trupe Circus - Escola Pernambucana de Circo


24 de setembro

8h30 às 12h
Formação de Educadores em Circo Social (no Circo Laheto)

9h às 12h
Mesa de Debate: Os efeitos do Circo Social gerando novos desafios (no Auditório da Reitoria - PUC)
Com convidados Fátima Pontes, Tiago Cassoli e Joelma Costa.
Mediador: Zezo de Oliveira.

Vivências Circenses - Oficinas básica (no Instituto Dom Fernando – PUC)
Malabares, Diabolô, Acrobacia, Aéreos e Monociclo, ministradas pelas instituições da Rede

Oficinas Avançadas de Arte Circense (na Faculdade de Educação Física da UFG)
- Oficina de Acrobacia (Com Jean Paul Galisnki, na Lona) e Oficina de Palhaço (Com Marcus Casuo, no Auditório)

13h30 às 17h
Formação de Educadores em Circo Social (no Circo Laheto)

14h
Debate: Produções Acadêmicas sobre o Circo Social (no Auditório da Reitoria - PUC)
Coordenador: Claudio Barria (Se Essa Rua fosse Minha)

14h às 16h
Vivências Circenses - Oficinas básica (no Instituto Dom Fernando – PUC)
Malabares, Diabolô, Acrobacia, Aéreos e Monociclo, ministradas pelas instituições da Rede

14h às 16h
Oficinas Avançadas de Arte Circense (na Faculdade de Educação Física da UFG)
- Oficina de Acrobacia (Com Jean Paul Galisnki, na Lona) e Oficina de Palhaço (Com Marcus Casuo, no Auditório)

15h
Mostra de Numeros Circenses com Artistas da Rede (no Circo Dom Fernando-PUC)

20h
Espetáculo: Bem vindos ao circo! (no Circo Laheto)
Com Troupe Aerocircus - Associação Londrinense de Circo

25 de setembro

9h às 12h
Mesa de Debates: Estética do Circo Social (no Circo Laheto)
Com debatedores Alice Viveiros, Sérgio Oliveira, Cléia Silveira e Fabio Dal Gallo. Mediadora: Erminia Silva

14h
Rede na Praça- Mostra de Números Circenses (Praça da Galhofada e Bosque dos Buritis)

17h
Mostra de Números Circenses com Artistas da Rede (na Praça da Galhofada, Setor Pedro Ludovico)

20h
Mostra Circense com ICA / Pé de Moleque / Arricirco (no Circo Laheto)

20h30
Show Pocket com Marcos Casuo (no Circo Laheto)

21h30
Cabaré Circense (no Circo Laheto)

26 de setembro
09h às 12h
Mesa de Debates: Circo Jovem (no Circo Laheto)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O Cabra em Floripa!

Foto Layza Vasconcelos

Festival de Inard Azevedo, Florianópolis/ SC
http://www.floripateatro.com.br/

Apresentações:
O CABRA QUE MATOU AS CABRAS
Direção de Hélio Fróes

Dia 16 às 12h – Cento de Arte da UDESC
Dia 16 às 18h – Av. Paulo Fontes, Centro
Dia 17 às 12h – UFSC
Dia 17 às 22h – Comunidade de Canasvieira
Dia 18 às 11h – Lona do Largo da Catedral, Centro
Dia 18 às 16h – Barra da Lagoa

Oficina:
O ATOR O RISO E O RISÍVEL
(Cia de Teatro Nu Escuro - Goiânia / GO)
Dia 17 às 16h - Casa da Memória, Rua Padre Miguelino, N. 58, Centro.

Oficina teórica a partir das discussões em torno do conceito de cultura popular, tomando por base os estudos de literatura e cultura desenvolvidos por Mikhail Bakhtin e como estes elementos estão presentes no riso e no teatro popular. Preocupado em forjar as bases conceituais e metodológicas de uma “teoria da carnavalização”, o pensador russo transpôs para o texto literário os princípios orientadores do Carnaval enquanto catalisador de uma nova visão de mundo, tendo no riso popular a possibilidade de recriação e releitura da história. Conteúdo: história do riso, teoria da carnavalização, realismo grotesco e a cultura popular, corpo grotesco e o trabalho do ator e do palhaço.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

"A Peleja da Menina que Caiu em Conversa de Passarinho"



"A Peleja da Menina que Caiu em Conversa de Passarinho" - assista à entrevista com o grupo Passarinhos do Cerrado sobre o musical e trechos da peça. Direção: Izabela Nascente

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

CRÍTICA - Cabras de brio e sem vergonha




O risco e a fortuna de se fazer teatro de rua é a disputa sempre em desvantagem do afeto arredio dos passantes, que não estão lá por acaso e têm mais o que fazer. O homem comum que transita pelas calçadas (quando não faz parte da assustadora estatística da exclusão, para quem a vida na rua tem outro sentido), anda apressado e sem tempo para o desfrute do passeio público. Sua atenção é arrebatada por uma profusão de apelos visuais e sonoros, submetida aos ruídos das máquinas e aos gritos histéricos da mercadoria, que se apresenta sem disfarces. É nesse caótico mundo cada vez mais anestésico e individualista que as trupes de teatro de rua tentam instaurar seu universo de ficção e fantasia. Quando logram seu intento, redimensionam o espaço público, fazendo reverberar ecos de uma socialidade soterrada, mas que ainda reconhece no outro seu semelhante e se felicita por esse reconhecimento.
Disposta e bem armada para essa peleja, a Cia. De Teatro Nu Escuro, de Goiânia, levou à Praça 9 de Julho o espetáculo O Cabra que matou as cabras, uma irradiante celebração da vida e da sabedoria popular, cantada sem pudores e liberta dos falsos ditames que acobertam o caráter vulgar e reacionário do “bomgostismo” politicamente correto. Com base na peça medieval de autor anônimo “A farsa do advogado Pathelin” e em romances de cordel, o espetáculo narra com a voz da galhofa e da picardia a saga de um “amarelo” que, explorado pelo patrão comerciante, mata suas cabras e inventa meios de sobreviver num mundo pautado pela vigarice dos grandes.
Com humor desabusado e se valendo de uma mescla de referências da cultura popular, a trupe conquista a atenção da plateia ao dar ênfase ao entrecho cômico, sem cair na tentação de alongar piadas ou deixar-se levar pelos bons resultados de suas gags. Por serem bons narradores, sabem que estão a serviço da fábula, e a apresentam com desenvoltura e frescor, atentos à exigência de estabelecer por meio dela a comunicação efetiva com o público que, aos poucos, se deixa seduzir pelas artimanhas e disparates.
Através de uma estética da sobreposição, ouso dizer encardida, o espetáculo se incorpora ao espaço urbano sem a ilusão de competir com os brilhos ascéticos da publicidade. Os figurinos lembram farrapos e são deliberadamente “mal acabados”, assim como os mínimos e indispensáveis objetos de cena. A cenografia segue o mesmo conceito, sua rusticidade provém menos da intervenção artesanal do que da qualidade mesma dos materiais utilizados.
Essa desavergonhada “falta de gosto”, diz muito sobre como a trupe entende o que é essencial em seu ofício. E é justamente desse entendimento, dessa picaresca sabedoria nascida da observação atenta de mestres anônimos, que provém o encanto da peça. Sua comunicação é grossa sem ser grosseira; popular sem cair no popularesco.
Chama a atenção o recurso à paródia de canções clichês, cantadas sem muito apuro técnico, e que servem de comentário aos episódios. Não se discute sua eficácia na economia da narrativa. Porém, o espetáculo ganharia se houvesse um aprofundamento da pesquisa musical. Da mesma forma que os esquetes de picadeiro e os cordéis enriquecem a encenação, esta ganharia com a substituição dessas peças musicais de reconhecimento imediato por outras, mais genuínas, sem prejuízo da trama.
Detalhe de menor importância em face da vigorosa encenação que sabe transformar as referências populares em munição para o riso e o encantamento.


Fonte: Márcio Marciano / Foto: Fernando Martinez

http://fentepp.com.br/noticias_ver.asp?codigo=216

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

PALCO GIRATÓRIO: Crítica Teatral "O Cabra que matou as cabras" - Por: Jória Lima


O genuíno teatro de rua em grande estilo. Isso é o que se pode dizer do espetáculo O Cabra que matou as cabras, uma adaptação de Hélio Fróes do texto medieval A Farsa do Advogado Pathelin. Uma montagem da Cia de Teatro Nu Escuro de Goiânia, que reuniu todos os recursos próprios e característicos da linguagem do teatro de rua, do realismo grotesco, de modo eficiente e na justa medida. Um elenco bem preparado com domínio técnico de voz, corpo e uma forte empatia com o público, que se manteve atento e participativo durante toda a apresentação, deleitando-se com as verdades nuas e cruas que saíam poeticamente da boca dos personagens, tão populares quanto os que foram surpreendidos passando pela Praça Jônatas Pedrosa, às quatro da tarde de uma quarta feira.

Cenários e figurinos que remetem ao período retratado, com as próteses de seios, pênis, testículos, barriga, ombros, nádegas, roupas com aspecto surrado como se fossem as companhias itinerantes de comediantes que viajavam de carroça por toda a Europa apresentando seus espetáculos. Em cena, um corpo dessacralizado, incompleto, deformado, em transformação, muito distante do belo padrão apolíneo. Na encenação encontramos as referências claras ao autor russo Mikahil Bakhtin, em sua obra A Cultural Popular no final da Idade Média e no Renascimento: o grotesco com suas metamorfoses entre o humano, o animalesco e o vegetal, em cena os personagens surgem meio cabras, meio humanos; o sentido do rebaixamento que remete ao plano da terra, das necessidades básicas do sexo, da fome, da materialidade primeva, em cena os personagens buscam saciar unicamente sua fome de sexo, dinheiro e comida; a sonorização do espetáculo também é um ponto forte que remete à carnavalização, a festa utópica e popular, onde o antigo e o novo se encontram, onde as coisas estão ao avesso, onde se reverte o poder, a autoridade é desconstituída para que renasça um novo homem, um novo poder e uma nova autoridade.

Em cena, advogados, juiz, comerciante, representações do poder hierarquizado e constituído são satirizados numa anarquia provisória de todas as relações hierárquicas, privilégios, regras e tabus, onde o tapete do poder é subitamente levantado e sob ele se revelam todas as sujeiras. O riso anárquico através do qual todos os males são expurgados para que o homem novo renasça, são e justo. O carnaval é originalmente a festa da renovação que tinha lugar quando um rei era deposto e outro se colocava em seu lugar e a população anunciava a morte de um e o surgimento de outro, assim também com esperanças renovadas saímos do espetáculo de rua genuinamente popular e democrático com vontade de gritar: O Rei está Morto! Viva o Rei!

Jória Lima

*Atriz, diretora, dramaturga, crítica teatral e especialista em Arte Contemporânea.


Fonte:
http://ro.noticianahora.com.br/ler_noticia.php?noticia=94190