Galhofada é uma Pequena Mostra de Teatro na Rua organizada por artistas e produtores culturais de Goiânia e cidades vizinhas. Um trabalho sem fins lucrativos, que une a arte ao fazer social. Ela toma forma através da realização de apresentações gratuitas de peças teatrais ao ar livre. A primeira ideia da galhofada surgiu de um encontro de pessoas envolvidas com teatro entre eles a Arte Brasil, a Cia Nu Escuro, o Grupo Teatro que Roda, o Zabriskie Teatro, o Teatro Reinação, a Geppetto e artistas independentes como Charles Rodrigues e Rafael Ribeiro Blat entre outros.
A Galhofada tem acontecido, conforme já relatado, todos os anos se tornando um grande encontro entre artistas, entre artistas e comunidade, entre população periférica e central, rompendo preconceitos e democratizando o fazer artístico de forma orgânica, alegre, descontraída e de qualidade.
"A falta de recursos tem sido um mote para comprovação da força do movimento artístico e, nas reflexões, tem ficado claro que esta é uma das características que não queremos perder". A distribuição de cachês e remunerações diversas aos participantes poderia gerar interesses escusos e forçaria a organização à escolha de trabalhos a serem apresentados acarretando a necessidade de inscrição prévia, comissões de seleção, organização burocratizada etc. etc.. Tudo isso geraria custo elevado e a falta de apoio permanente acarretaria o fim da mostra.
A organização da Galhofada percebe, por outro lado, a necessidade de ampliar as condições de trabalho dos grupos, a qualidade técnica, a segurança e um certo conforto ao público.
Histórico
A primeira edição do evento foi pensada por um coletivo de artistas e aconteceu em 2004. A conjuntura foi propícia e desembocou num trabalho que se tornou significativo de cidadania cultural na região do Setor Pedro Ludovico, junto a uma população sedenta por novas possibilidades de lazer e bem estar social para suas famílias. Decidiram-se todos que Galhofar era preciso. Foram 2 dias de evento, destinados exclusivamente à apresentação de espetáculos teatrais de rua.
O evento tinha o expresso objetivo de levar para a população do Setor Pedro Ludovico um trabalho que, para aquelas pessoas, era praticamente desconhecido principalmente pela falta de poder aquisitivo.
O sucesso da primeira edição fez com que grupos e artistas voltassem a se organizar para uma nova investida. A Segunda Galhofada aconteceu no ano seguinte e desta vez contou com a ajuda da comunidade local. Sua programação foi ampliada para três dias e, além dos espetáculos, o público pôde participar de jogos e pequenas oficinas.
Através do processo de avaliação do evento os organizadores constataram que não só haviam atingido a meta estipulada durante a primeira edição, como haviam superado todas as expectativas do grupo. Em 2006 foi a própria comunidade do bairro que buscou a Oficina Cultural Geppetto para que a Mostra tivesse prosseguimento. Com isto as aulas foram intensificadas e formou-se um elo entre a Galhofada e os moradores do bairro.
Em 2007 o evento tornou-se uma tradição. Todos os participantes, principalmente os artistas, investem na possibilidade de ganhar um novo aplauso: “O que recebemos em troca deste trabalho é a certeza de que estamos cumprindo um papel importante em nossa sociedade, levando arte e cultura para toda a cidade e, com isso, alavancamos o nosso trabalho, formando público e contribuindo para que estas pessoas reconheçam o artista como um profissional... sem falar que estamos formando uma parceria muito importante com outros grupos, artistas e produtores que também são voluntários.” Disse então Hélio Fróes, da Cia de Teatro Nu Escuro.
A 1ª Galhofada aconteceu da necessidade sentida por grupos do fazer teatral de Goiânia de se apresentar a um público que não tem acesso às casas de cultura nem como atores e nem como público. As Galhofadas que se seguiram foram realizadas pelos amantes das artes cênicas, mas com participação cada vez maior da população local de diversas formas (oferecendo almoço, discutindo a programação, montando e desmontando cenários, divulgando etc.). Em nenhuma delas houve participação financeira do poder público. Cada participante arca com suas próprias despesas e os pequenos gastos ( em 2010 - R$ 3.280,00) são rateados entre os organizadores
A Mostra é um evento cultural realizado por artistas e produtores voluntários que trabalham para manterem sua qualidade e gratuidade. Em sete anos atingiu mais de 15.000 (quinze mil) pessoas, principalmente moradores do Setor Pedro Ludovico e das comunidades circunvizinhas, mas abrangendo também uma gama diversa de espectadores, provenientes não somente de nossa capital, como de cidades do entorno.
Participaram desta última edição em 2010 grupos como Cia de Teatro Nu Escuro, Teatro Zabriskie, Cia. Olho da Rua, Grupo Arte e Fogo, Teatro que Roda, Quasar Jovem Cia de Dança, Usina Cênica, Gr. Contemporâneo de Dança, Sapequinha e Trupe Asas do Picadeiro, Passarinhos do Cerrado, Teatro Ritual, Circo Lahetô, Companhia de Teatro Reinação, Cia Trapaça de Teatro, Umbando, Pés Nús, Trupe Trip Trapo, Teatro que Roda e artistas independentes.
Em 2010, mais uma vez, a Galhofada incluiu em sua programação um momento para exibição do documentário sobre a 5ª Galhofada, além de manter as oficinas gratuitas, abertas a toda a população.
Galhofada - o que é isso?
O nome Galhofada quer dizer grande galhofa. Galhofar é gracejar, divertir-se ruidosamente. E galhofeiro são pessoas brincalhonas, zombeteiras.
Agora Em 2011 contaremos com grupos como : Sapequinha, improvisorios, brincatores, pés nus, zyza Glaybe, Teatro do Maleiro, fabrincantes, palhaçaria teatral, Zabriskie, pré molares, humor rock, Grupo Guará da PUC, Circo Laheto, Nômades, Fé menina, Grupo Bastet, Novo Ato, Favelhaço, Prenluno, trip trapo, Sonhus Ritual, OOps, Arte e fogo, Dra Angelina, Passarinhos do cerrado, Trupe de Cirandeiros, Duplice, Tônzera, Mr Sam, Rubens Street, além de artistas independente
Vamos galhofar?
Serviço:
Mostra: 8° Galhofada
Local:Rua 1013 Qd.39 Lt.11 n.467,
tel. 62/3241 8447
Setor Pedro Ludovico, Goiânia, Goiás
Brasil
Valor: Gratuito
Data: dias 19, 20, 21 e 22 de maio
Horas: A partir das 16h
Informações: 92630562, 32418447
Programação::
Quinta-feira dia 19/maio/2011
16:30h – Macunaíma – Grupo Teatro que Roda
18:30 h – Cenas Curtas
17:30h - Rubem – StreetDance
18h - Mr. Sam
18:30h - Pés Nús – ‘Circolando’
19:00h - Sapequinha
19:30h - Improvisório
19:50h - Zyza Glaybe – Dança contemporânea
20:10h - Thaíse Poeta e Wellington Jhones – Fabrincantes
20:30h - Teatro do Maleiro
21:00h - Larysse
21:20h - Zyza Glaybe – Dança contemporânea
21:40h - Zabriskie – ‘Amor I Love You’
22:30h - Helinho Breno e David - Humor Rock
Pré molares
Sexta-feira dia 20/maio/2011
18:00 h – ‘Amor por Anexins’ – Grupo Guará
19:30h - ‘Cozinha Goiana’ – Trupe de Cirandeiros
21h - ‘Dúplice’
22h - TonZêra e banda
Sábado dia 21/maio/2011
9 h – oficinas até 13 horas 8:00h
16 h – ‘Contação de Histórias’ – TripTrapo
16:30 h – Cortejo
18h - Circo Laheto – quadros circenses
19h – ‘Favelhaço’ – HipHop
20 h – ‘A Última Gota’ – adapt. – Nômades
20:40h - ‘Eu, Tu, Ele’ – Gr. Bastet
21:40 h – ‘A Fábrica’ – Mímica Grupo Sonhus Teatro Ritual
22h - FéMenina – Lançamento do cd
Domingo dia 22/maio/2011
9h – Charanga Jazz
10h - Novo Ato – Príncipe Feliz
11 h -‘Os Artistas Saltimbancos’ – Plenluno
17h - ‘Conta um conto que eu Te Encanto’ - Oops!
18h - ‘Só querer Fazer’ – Mov. Artistas de Rua
19:20h – ‘Que Samba é Esse?’ – Gr. Contemporâneo de Dança
20h - ‘Quintanando’ – Gr. Th. Arte e Fogo
21h - ‘Um Dia uma Banana’ – Dra. Angelina
22h - Passarinhos do Cerrado
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