O Cabra em Recife. Foto de Val Lima.A grande revelação do XI Festival Recife do Teatro Nacional foi a Cia. Teatro Nu Escuro com a montagem “O cabra que matou as cabras”.
Neste espetáculo inspirado na farsa medieval A farsa do advogado Pathelin, vemos uma esposa maliciosa que engana seu marido advogado, que engana um comerciante ganancioso, que engana um juiz. Todo esse jogo farsesco é acompanhado por recursos vindos do universo popular e pop.
Com um grande poder de mistura, a dramaturgia realizada pelo grupo é extremamente aberta para a participação dos espectadores. Um alto grau de sofisticação dramatúrgica que sabe dosar o grotesco e o sublime.
A excelente encenação de Hélio Fróes consegue estabelecer muito claramente seus recursos de hibridização de culturas, apoiado principalmente na habilidosa musicalidade e no trabalho dos atores.
A cenografia e os figurinos são um espetáculo à parte, pois fazem o olho do espectador entender sensorialmente como somos uma série de jogos entre ser e parecer. Isso fica evidente na excelente caracterização das personagens através dos figurinos. Vemos as identidades das personagens presentes no figurino como retalhos de suas histórias teatrais.
O trabalho dos atores é um ponto muito forte neste espetáculo do Teatro Nu Escuro, pois consegue tirar proveito de todas as possibilidades de interações com a platéia. Mas é Abilio Carrascal quem mais consegue fazer com precisão esse jogo. E posso afirmar que o trabalho de Abilio é um dos melhores trabalhos interpretativos deste festival e talvez do ano de 2008 no teatro brasileiro.
Abilio nesta montagem é um exímio comediante (arte rara em nosso teatro – a arte do verdadeiro ator), que sabe dominar todos os seus recursos expressivos, seus conhecimentos sobre as ações da peça e principalmente seu fascinante diálogo com os espectadores (esse último fator é muito difícil, inclusive hoje em nosso teatro brasileiro abarrotado de recursos narrativos, sempre temos atores que utilizam falsamente esse diálogo com a platéia, o que não é o caso desse excelente ator). Espero que mais espectadores possam ver esse maravilhoso trabalho interpretativo.
A montagem da Cia. de Teatro Nu Escuro para o texto A farsa do advogado Pathelin é um exemplo muito significativo da força do teatro de rua e seu grande poder de renovação e diálogo com os novos procedimentos cênicos.
Neste espetáculo inspirado na farsa medieval A farsa do advogado Pathelin, vemos uma esposa maliciosa que engana seu marido advogado, que engana um comerciante ganancioso, que engana um juiz. Todo esse jogo farsesco é acompanhado por recursos vindos do universo popular e pop.
Com um grande poder de mistura, a dramaturgia realizada pelo grupo é extremamente aberta para a participação dos espectadores. Um alto grau de sofisticação dramatúrgica que sabe dosar o grotesco e o sublime.
A excelente encenação de Hélio Fróes consegue estabelecer muito claramente seus recursos de hibridização de culturas, apoiado principalmente na habilidosa musicalidade e no trabalho dos atores.
A cenografia e os figurinos são um espetáculo à parte, pois fazem o olho do espectador entender sensorialmente como somos uma série de jogos entre ser e parecer. Isso fica evidente na excelente caracterização das personagens através dos figurinos. Vemos as identidades das personagens presentes no figurino como retalhos de suas histórias teatrais.
O trabalho dos atores é um ponto muito forte neste espetáculo do Teatro Nu Escuro, pois consegue tirar proveito de todas as possibilidades de interações com a platéia. Mas é Abilio Carrascal quem mais consegue fazer com precisão esse jogo. E posso afirmar que o trabalho de Abilio é um dos melhores trabalhos interpretativos deste festival e talvez do ano de 2008 no teatro brasileiro.
Abilio nesta montagem é um exímio comediante (arte rara em nosso teatro – a arte do verdadeiro ator), que sabe dominar todos os seus recursos expressivos, seus conhecimentos sobre as ações da peça e principalmente seu fascinante diálogo com os espectadores (esse último fator é muito difícil, inclusive hoje em nosso teatro brasileiro abarrotado de recursos narrativos, sempre temos atores que utilizam falsamente esse diálogo com a platéia, o que não é o caso desse excelente ator). Espero que mais espectadores possam ver esse maravilhoso trabalho interpretativo.
A montagem da Cia. de Teatro Nu Escuro para o texto A farsa do advogado Pathelin é um exemplo muito significativo da força do teatro de rua e seu grande poder de renovação e diálogo com os novos procedimentos cênicos.
Wellington Júnior
Crítico Teatral
Recife, novembro de 2008
3 comentários:
bravo!!!
e viva a Nu Escuro
Parabéns Nu Escuro!!!Em especial ao meu querido amigo Abilio Carrascal!!!
Mais uma prova de que estão no caminho do sucesso!!!
Beijinhos,
Lua
Parabéns!!!
Estava lá e assino embaixo!
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