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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O diálogo com o espectador

Matéria de Clenon Ferreira - Tribuna do Planalto - 22 de janeiro de 20212
http://www.tribunadoplanalto.com.br/comunidades/fora-de-orbita/13777-o-dialogo-com-o-espectador

Foto de Rubens Cerqueira.

Com a intenção do aprofundamento com a cultura popular, a companhia de teatro Nu Escuro optou por escolher a peça medieval francesa de rua A Farsa do Advogado Pathelin. O dialogo desse universo feudal europeu, juntamente com a cultura brasileira, resultou no nascimento do espetáculo O Cabra que Matou as Cabras.

Eles se apresentaram em Goiânia nas ultimas semanas, e já estão circulando em todo o país. Agora, o espetáculo se encontra na capital do Acre, Rio Branco. Em entrevista à Tribuna, o diretor do espetáculo, Hélio Froes, 35, afirma que o intuito do teatro é fazer com que o espectador seja convidado a participar das apresentações.

Froes, que também é mestrando em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, diz que um dos pontos fortes da companhia Nú Escuro é a pesquisa e a mescla de linguagens. “A música cantada e tocada ao vivo pelos atores, o teatro de formas animadas, o jogo do palhaço e dança de salão tem o intuito de seduzir o espectador e convidá-lo a dialogar com a peça.”
O espetáculo retrata os cotidianos sociais de uma mescla de diferentes culturas. Umas das questões recorrentes são o universo popular, a subversão de dogmas e valores pré-estebelecidos por meio de paródias. E o espetáculo lida com o dilema do patrão que abusa do empregado e da prepotência do judiciário.

“Tudo é em forma paródica e risível. A desigualdade social e financeira também está presente na peça, como um tema que infelizmente nunca sai da pauta cotidiana. O Cabra que Matou as Cabras é uma comédia visceral que lida com as relações de poder e hierarquia implícita no cotidiano das pessoas. Também liberta um riso festivo que não forja dogmas nem é autoritário, que exorciza os nossos medos e a nossas angustias.”

A Cia de teatro Nu Escuro trabalha em palco, rua, museus e salas alternativas. Hélio afirma que o principal objetivo é atingir o espectador. “É importante explorar os diferentes espaços para que aconteça a interação. O Cabra que Matou as Cabras é um espetáculo de rua. Mesmo que a gente adapte para o teatro às vezes, tem em sua essência o jogo com os espaços abertos e públicos.”

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O Cabra que Matou as Cabras em Rio Branco-AC

Primeira apresentação da Cia Nu Escuro neste ano será em Rio Branco, no Acre!! No encerramento do VI FESTAC, dia 21/01.
Confira a programação completa!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

MOSTRA SESC DE TEATRO DE RUA 2011

Adriana Brito em O Cabra que Matou as Cabras
Foto de Layza Valsconcelos



24/08
16h - Praça Alencastro, em Cuiabá/ MT.
MOSTRA SESC DE TEATRO DE RUA 2011

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O Cabra que Matou as Cabras estreia em Salvador!


O dramaturgo e pesquisador Djalma Thürler e a Cia Atelié Voador, em intercâmbio com a Cia de Teatro Nu Escuro, de Goiânia, trazem à capital baiana o espetáculo O Cabra que Matou as Cabras. A montagem integra o projeto De Dentro do Centro, que vem apresentando cinco espetáculos da Nu Escuro em turnê pelo Brasil.
Em Salvador, o grupo apresenta o espetáculo nos próximos dias 12 e 13 de maio:
Quinta-feira, 17:00 no PAF III de Ondina da UFBA - próximo ao Instituto de Letras
Sexta-feira, às 16:00, na Praça Municipal de Salvador, no Centro Histórico.


O Grupo também promove palestra para a classe teatral baiana, na quinta-feira, logo após o espetáculo na UFBA. Entrada franca. Imperdível!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Cia de teatro Nu Escuro em Belo Horizonte!



Dia 07 e 08/ 04 (quinta e sexta)
Envelopes
Teatro Galpão Cine Horto, as 21 horas. R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

Dia 09 e 10/04 (sábado e domingo)
O Cabra que Matou as Cabras
Teatro Galpão Cine Horto, as 21 horas. R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

sábado, 16 de outubro de 2010

As cabras que enlouqueceram este cabra

Texto de Danilo Danilovisk
Em: http://totalmenteseculoxviii.blogspot.com/2010/10/as-cabras-que-enlouqueceram-este-cabra.html


Na noite de treze de maio de dois mil e cinco eu entrei, pela segunda vez em minha adorada vida, no Teatro Goiânia. Era efetivamente a segunda vez que eu ia ao teatro na minha, ainda adorada, vida. Acontecia, então, o Primeiro Festival de Teatro de Goiás. Era o segundo dia de apresentações. Todas, haveria ainda seis outras, eram gratuitas - bons tempos aqueles. Por mais que eu saiba que é verdade - e eu estive lá logo sei que é verdade - não acredito nas minhas lembranças. Havia uma multidão na porta do teatro. E, embora eu seja realmente hiperbólico, era uma multidão de verdade com todas as suas consequências. Quando as portas se abriram a multidão se moveu enlouquecida como se fossemos dar cristãos aos leões. Eu muito espertinho, já naquela longínqua época, postei-me atrás de um casal e me esgueirei até a poltrona D12. Sentei-me feliz. E foram sentando-se outras pessoas. E mais pessoas, e mais, e mais. Até que, pela primeira, porém não pela última vez na minha vida adorada, houve lotação carpete. Não sabe o que é isso, leitor amigo? Lotação carpete é quando tanta gente entra no teatro que alguns têm que sentar-se no chão. Surge logo a pergunta: o que atraiu tanta gente?
Devemos voltar um pouco no tempo. Para ser mais exato devemos voltar a uma noite qualquer no século quatorze. Estamos em plena Idade Média, a peste está assolando nossas pequenas cidades, o temor do demônio nos deixa sempre paralisados, as condições de higiene são precárias e a fome assola a todos. A felicidade não é geral. Um cidadão, que preferiu permanecer anônimo na noite dos séculos, está em sua residência escrevinhando. Às vezes para um pouco, revisa, ri de si para si. Ele é francês, eu não havia me lembrado de dizer. No dia seguinte numa feira qualquer da França medieval há de estrear La Farce de Maistre Pierre Pathelin, ou em francês moderno La Farce de Maître Pierre Pathelin, ou em português mesmo, A Farsa do Mestre Pierre Pathelin. Esta farsa diferentemente de seu desconhecido autor vai se tornar mundialmente conhecida. Será traduzida em várias línguas, terá outros nomes como Farsa do Advogado Pathelin e semelhantes. Mas o que esse sujeitinho francês, sujo e correndo o risco de se tornar foco de contaminação de peste negra tem a ver com a minha segunda ida ao teatro? Avancemos no tempo, de volta para o futuro.
Aqui entramos no reino das suposições. Numa certa noite do ano de dois mil e três, ou talvez dois mil e quatro, reuniram-se os integrantes da Cia Nu Escuro para decidir sua próxima peça. Depois de alguma discussão surgiu uma idéia simples, como todas as ideias geniais. Um deles, não consigo saber qual, disse: "Vamos fazer a melhor peça que já foi apresentada em Goiás". E eles conseguiram.
A primeira peça a que eu assisti foi apresentada por uma companhia do Rio de Janeiro, uma boa peça. A segunda peça a que eu assisti, você deve ter percebido, amável leitor, foi de uma companhia goiana, uma peça genial. Ontem à noite, assisti novamente a O Cabra que matou as Cabras.
De uma maneira genial Helio Fróes dirigiu e adaptou a Farsa do Advogado Pathelin, criando uma peça feita para a rua, mas que cabe em qualquer lugar. Nada foi retirado do texto, mas muito foi acrescentado. Sem nunca violentar o texto. Tudo que se acrescentou serve ao texto original tornando tudo uma festa incrível. O cenário e os figurinos são uma excelente contribuição. Assim como as músicas, a gag circense e os textos de cordel que foram acrescentados. Tudo ajuda a criar o clima perfeito para um texto popular, que sempre chega ao público num impacto incrível. Há, é claro, o clima medieval, em que o texto nada como peixe num rio manso. Absolutamente nada é datado, nada deixa de chegar ao público. Essa foi uma das coisas que mais me chocou naquela noite de dois mil e cinco. Um texto de sete séculos que é vivo, inteligente, ágil, lindo.
Agora eu passo às contribuições definitivas ao maravilhoso que sempre é esse espetáculo: os atores. Em ordem alfabética: Abílio Carrascal, Adriana Brito, Eliana Santos, Izabela Nascente e Lázaro Tuim são, respectivamente, O Pastor, Guilhermina Pathelin, Amadeu Silveira/Juiz, Pedro Pathelin, Guilherme Côvado. Todos excelentes no mais alto nível. Todos têm momentos inimagináveis de comicidade. Não há um único momento de tédio na presença deles. E sempre tudo é feito com uma alegria tão contagiante que seria impossível que isso não se refletisse na platéia. Quando na minha vida eu vou esquecer o coral de cabras, ou Pathelin e Guilherme disputando os "cachos de la cabrè", ou Guilhermina e Amadeu cantando, ou o Pastorzinho contando as histórias da mulher que virou cabra e do rapaz que virou bode? Nunca, absolutamente nunca.
Eu posso afirmar que já assisti a essa peça em todo tipo de lugar: na rua, em teatro pequeno, em teatro grande, em uma espécie de quintal dos Jesuítas. Ao contrário do que eu disse no último texto não foram dez vezes. Infelizmente, foram nove. Eu assitiria à décima, e à vigésima e a todos os ordinais possíveis. Poucas vezes, dessas nove, não houve casa lotada. Na primeiríssima, eles foram aplaudidos em cena sete vezes. Ontem, Hélio Fróes assistiu através da web, pois estava no Rio de Janeiro. No dia vinte e nove de outubro de dois mil e cinco, quando assisti na Praça Cívica, um bêbado ficou no meio da apresentação durante uns dez minutos. Eu poderia fazer um livro de ocorrências inusitadas dessa peça. Gostaria de ressaltar uma única: foi exatamente com essa peça, naquela segunda vez em que estava assistindo teatro, aos dezoito anos de idade, que realmente decidi que um dia, seja quando for, eu estarei em cima do palco para tentar repassar um pouco da divina alegria que numa certa noite de maio me foi dada.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O Cabra que Matou as Cabras no Centro Cultural Goiânia Ouro

De volta ao Centro Cultural Goiânia Ouro com "O Cabra que Matou as Cabras", o grupo dá continuidade ao projeto "De dentro do centro".

A Cia de Teatro Nu Escuro apresenta dia 14 de outubro (quinta-feira) o espetáculo "O Cabra que matou as Cabras". A Cia está em turnê com o projeto De dentro do Centro, onde partem de Goiânia e seguem com cinco espetáculos para: Palmas (TO), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Cuiabá (MT) e Campo Grande (MS).

Eliana Santos e Adriana Brito em O Cabra que Matou as Cabras.
Foto de Rubens Cerqueira.

O Cabra que Matou as Cabras
Um advogado vigarista, que sobrevive dando pequenos golpes em seus clientes, se vê envolvido em um caso de assassinatos de cabras e bodes. Uma trama cheia de traições, trapaças e reviravoltas, onde uma esposa maliciosa engana seu marido advogado que engana um comerciante ganancioso que engana seu empregado que engana um juiz que quer enganar todo mundo.

Uma comédia visceral que lida com as relações de poder e hierarquia implícitas no cotidiano das pessoas e trás o riso como força reveladora e de libertação, um riso festivo que não forja dogmas nem é autoritário, que exorciza os nossos medos e a nossas angustias.

O texto do espetáculo é uma livre adaptação da peça medieval francesa A Farsa do Advogado Pathelin, de autor desconhecido, mesclado com textos de cordéis nordestinos, esquetes de picadeiro, fábulas medievais, ditos populares e vários elementos da cultura popular brasileira. Produzindo, assim, um texto original, inquieto e ágil, contendo bastante versatilidade e surpresas.

A encenação também busca essa pluralidade, trabalhando com diversas linguagens, como o teatro de bonecos, circo e músicas cantadas e tocadas ao vivo. Elementos que ajudam a construir um universo de encantamento regido somente pelas leis do teatro e do carnaval.

Os atores na construção dos personagens partiram de imagens de corpos em transformação, de uma metamorfose ainda incompleta, trabalhando com membros corporais atrofiados ou exagerados, produzindo imagens de corpos grotescos. Essa visão de corpo, além de toda estética da montagem, tenta negar a visão dos cânones modernos de um modo preestabelecido, ideal e acabado da vida cotidiana, do mundo.

O que o espetáculo anseia é um caráter regenerador, transcendente, renovador. Um fôlego de vida marcado pela ambivalência entre o antigo e o novo, o que morre e o que nasce, o principio e o fim dos rituais.


Ficha Técnica
No elento desse espetáculo estão Abilio Carrascal, Adriana Brito, Eliana Santos, Izabela Nascente e Lázaro Tuim. Apresentado pela primeira vez em 2004, "
O Cabra que matou as Cabras" tem a direção geral de Hélio Fróes. A direção musical ficou com Sergio Pato, coreografias e preparação corporal são de Lázaro Tuim; figurinos e bonecos é de Izabela Nascente; cenografia com Mara Nunes e Hélio Fróes e a cenotecnia com Enoc Moia.


Serviço:


O Cabra que Matou as Cabras com
Cia de Teatro Nu Escuro
Dia: 14 de outubro (quinta-feira)
Horário: 21h
Local: Goiânia Ouro - Teatro
Endereço: Rua 3 esquina com Rua 9, centro
Ingressos: R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 meia

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O CABRA no Goiânia Ouro

O Cabra que Matou as Cabras
dia: 14/outubro
local: Goiânia Ouro (rua 3 com rua 9. Centro)
horário: 21h
ingressos: R$10 e R$5 meia entrada

DE DENTRO DO CENTRO
Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Documentário: Projeto 96

Projeto 96 from Fora da Lei on Vimeo.



Documentário do Projeto 96.

Prêmio Funarte de Artes Cênicas na Rua.

Três grupos que surgiram no ano de 1996, em Goiânia: Cia de Teatro Nu Escuro, Grupo Solo de Dança e Circo Laheto!!!

Uma produção da "Fora da Lei".

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O Cabra em Floripa!

Foto Layza Vasconcelos

Festival de Inard Azevedo, Florianópolis/ SC
http://www.floripateatro.com.br/

Apresentações:
O CABRA QUE MATOU AS CABRAS
Direção de Hélio Fróes

Dia 16 às 12h – Cento de Arte da UDESC
Dia 16 às 18h – Av. Paulo Fontes, Centro
Dia 17 às 12h – UFSC
Dia 17 às 22h – Comunidade de Canasvieira
Dia 18 às 11h – Lona do Largo da Catedral, Centro
Dia 18 às 16h – Barra da Lagoa

Oficina:
O ATOR O RISO E O RISÍVEL
(Cia de Teatro Nu Escuro - Goiânia / GO)
Dia 17 às 16h - Casa da Memória, Rua Padre Miguelino, N. 58, Centro.

Oficina teórica a partir das discussões em torno do conceito de cultura popular, tomando por base os estudos de literatura e cultura desenvolvidos por Mikhail Bakhtin e como estes elementos estão presentes no riso e no teatro popular. Preocupado em forjar as bases conceituais e metodológicas de uma “teoria da carnavalização”, o pensador russo transpôs para o texto literário os princípios orientadores do Carnaval enquanto catalisador de uma nova visão de mundo, tendo no riso popular a possibilidade de recriação e releitura da história. Conteúdo: história do riso, teoria da carnavalização, realismo grotesco e a cultura popular, corpo grotesco e o trabalho do ator e do palhaço.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

CRÍTICA - Cabras de brio e sem vergonha




O risco e a fortuna de se fazer teatro de rua é a disputa sempre em desvantagem do afeto arredio dos passantes, que não estão lá por acaso e têm mais o que fazer. O homem comum que transita pelas calçadas (quando não faz parte da assustadora estatística da exclusão, para quem a vida na rua tem outro sentido), anda apressado e sem tempo para o desfrute do passeio público. Sua atenção é arrebatada por uma profusão de apelos visuais e sonoros, submetida aos ruídos das máquinas e aos gritos histéricos da mercadoria, que se apresenta sem disfarces. É nesse caótico mundo cada vez mais anestésico e individualista que as trupes de teatro de rua tentam instaurar seu universo de ficção e fantasia. Quando logram seu intento, redimensionam o espaço público, fazendo reverberar ecos de uma socialidade soterrada, mas que ainda reconhece no outro seu semelhante e se felicita por esse reconhecimento.
Disposta e bem armada para essa peleja, a Cia. De Teatro Nu Escuro, de Goiânia, levou à Praça 9 de Julho o espetáculo O Cabra que matou as cabras, uma irradiante celebração da vida e da sabedoria popular, cantada sem pudores e liberta dos falsos ditames que acobertam o caráter vulgar e reacionário do “bomgostismo” politicamente correto. Com base na peça medieval de autor anônimo “A farsa do advogado Pathelin” e em romances de cordel, o espetáculo narra com a voz da galhofa e da picardia a saga de um “amarelo” que, explorado pelo patrão comerciante, mata suas cabras e inventa meios de sobreviver num mundo pautado pela vigarice dos grandes.
Com humor desabusado e se valendo de uma mescla de referências da cultura popular, a trupe conquista a atenção da plateia ao dar ênfase ao entrecho cômico, sem cair na tentação de alongar piadas ou deixar-se levar pelos bons resultados de suas gags. Por serem bons narradores, sabem que estão a serviço da fábula, e a apresentam com desenvoltura e frescor, atentos à exigência de estabelecer por meio dela a comunicação efetiva com o público que, aos poucos, se deixa seduzir pelas artimanhas e disparates.
Através de uma estética da sobreposição, ouso dizer encardida, o espetáculo se incorpora ao espaço urbano sem a ilusão de competir com os brilhos ascéticos da publicidade. Os figurinos lembram farrapos e são deliberadamente “mal acabados”, assim como os mínimos e indispensáveis objetos de cena. A cenografia segue o mesmo conceito, sua rusticidade provém menos da intervenção artesanal do que da qualidade mesma dos materiais utilizados.
Essa desavergonhada “falta de gosto”, diz muito sobre como a trupe entende o que é essencial em seu ofício. E é justamente desse entendimento, dessa picaresca sabedoria nascida da observação atenta de mestres anônimos, que provém o encanto da peça. Sua comunicação é grossa sem ser grosseira; popular sem cair no popularesco.
Chama a atenção o recurso à paródia de canções clichês, cantadas sem muito apuro técnico, e que servem de comentário aos episódios. Não se discute sua eficácia na economia da narrativa. Porém, o espetáculo ganharia se houvesse um aprofundamento da pesquisa musical. Da mesma forma que os esquetes de picadeiro e os cordéis enriquecem a encenação, esta ganharia com a substituição dessas peças musicais de reconhecimento imediato por outras, mais genuínas, sem prejuízo da trama.
Detalhe de menor importância em face da vigorosa encenação que sabe transformar as referências populares em munição para o riso e o encantamento.


Fonte: Márcio Marciano / Foto: Fernando Martinez

http://fentepp.com.br/noticias_ver.asp?codigo=216

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

PALCO GIRATÓRIO: Crítica Teatral "O Cabra que matou as cabras" - Por: Jória Lima


O genuíno teatro de rua em grande estilo. Isso é o que se pode dizer do espetáculo O Cabra que matou as cabras, uma adaptação de Hélio Fróes do texto medieval A Farsa do Advogado Pathelin. Uma montagem da Cia de Teatro Nu Escuro de Goiânia, que reuniu todos os recursos próprios e característicos da linguagem do teatro de rua, do realismo grotesco, de modo eficiente e na justa medida. Um elenco bem preparado com domínio técnico de voz, corpo e uma forte empatia com o público, que se manteve atento e participativo durante toda a apresentação, deleitando-se com as verdades nuas e cruas que saíam poeticamente da boca dos personagens, tão populares quanto os que foram surpreendidos passando pela Praça Jônatas Pedrosa, às quatro da tarde de uma quarta feira.

Cenários e figurinos que remetem ao período retratado, com as próteses de seios, pênis, testículos, barriga, ombros, nádegas, roupas com aspecto surrado como se fossem as companhias itinerantes de comediantes que viajavam de carroça por toda a Europa apresentando seus espetáculos. Em cena, um corpo dessacralizado, incompleto, deformado, em transformação, muito distante do belo padrão apolíneo. Na encenação encontramos as referências claras ao autor russo Mikahil Bakhtin, em sua obra A Cultural Popular no final da Idade Média e no Renascimento: o grotesco com suas metamorfoses entre o humano, o animalesco e o vegetal, em cena os personagens surgem meio cabras, meio humanos; o sentido do rebaixamento que remete ao plano da terra, das necessidades básicas do sexo, da fome, da materialidade primeva, em cena os personagens buscam saciar unicamente sua fome de sexo, dinheiro e comida; a sonorização do espetáculo também é um ponto forte que remete à carnavalização, a festa utópica e popular, onde o antigo e o novo se encontram, onde as coisas estão ao avesso, onde se reverte o poder, a autoridade é desconstituída para que renasça um novo homem, um novo poder e uma nova autoridade.

Em cena, advogados, juiz, comerciante, representações do poder hierarquizado e constituído são satirizados numa anarquia provisória de todas as relações hierárquicas, privilégios, regras e tabus, onde o tapete do poder é subitamente levantado e sob ele se revelam todas as sujeiras. O riso anárquico através do qual todos os males são expurgados para que o homem novo renasça, são e justo. O carnaval é originalmente a festa da renovação que tinha lugar quando um rei era deposto e outro se colocava em seu lugar e a população anunciava a morte de um e o surgimento de outro, assim também com esperanças renovadas saímos do espetáculo de rua genuinamente popular e democrático com vontade de gritar: O Rei está Morto! Viva o Rei!

Jória Lima

*Atriz, diretora, dramaturga, crítica teatral e especialista em Arte Contemporânea.


Fonte:
http://ro.noticianahora.com.br/ler_noticia.php?noticia=94190

terça-feira, 31 de agosto de 2010

PALCO GIRATÓRIO: Porto Velho sediará o maior Festival de artes da região norte


De 01 a 30 de setembro Porto Velho recebe as atrações do Festival Palco Giratório, este ano, 30 espetáculos fazem parte da programação. O projeto Palco Giratório surgiu em 1988, criado pelo Departamento Nacional do Sesc, tem como principal objetivo difundir e integrar grupos que trabalham com artes cênicas no país. É o maior projeto do Sesc voltado para a área do teatro. Para realizar o festival em Rondônia este ano foram investidos R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais).

COLETIVA

Uma coletiva com imprensa e convidados marcou o lançamento do projeto. O evento contou com a presença do presidente da Fecomércio Raniery Coelho; Dir. Regional do Sesc, Claudio Ramalhaes Feitosa; Fabiano Tertuliano Barros, coordenador de cultura e Jocélia Lima, diretora de projetos sociais. Em seus discursos os diretores destacaram a importância da arte para a formação do indíviduo e agradeceram o apoio da imprensa. Fabiano Tertuliano destacou o sucesso do Festival em 2009 e falou dos desafios de trazer os espetáculos para Rondônia. "Até então só grandes centros como São Paulo, Recife e Salvador recebiam o festival. Em 2009 trouxemos o Festival para a região norte na qual Rondônia foi pioneira. Nem Manaus tem um festival como esse", disse Fabiano.

Outra comemoração é o fato do grupo rondoniense "O Imáginário" representar o Estado em circuito nacional. O espetáculo "Filhas da Mata", primeiro a ser escolhido para representar Rondônia dentro do projeto, já percorreu vários estados do Brasil, entre eles Santa Catarina, São Paulo e Ceará e vem sendo sucesso por onde passa.






PROGRAMAÇÃO

A programação tem início nesta quarta-feira (01) com o espetáculo "O Cabra que matou as cabras" (GO) a partir das 16h na Praça Jonatas Pedrosa. Apresentações especiais estão programadas para serem realizadas no Porto Velho Shopping, presídios e Centro do Menor. "A parceria com o shopping e a realização em praças públicas e locais onde a concentração de público é maior foi estrategicamente pensada. Queremos atingir nosso público-alvo, que é o comerciante e levar às pessoas o que está acontecendo em Porto Velho em se tratando de arte", enfatiza Tertuliano.

INGRESSOS

Toda programação é gratuita. Os ingressos para espetáculos apresentados dentro do Teatro Um do Sesc Rondônia serão distribuídos conforme ordem de chegada. A coordenação informa que devido ao espaço ser limitado, 250 lugares, o ideal é chegar mais cedo.


Fonte: Notícia na Hora - Por: Eliane Viana

PALCO GIRATÓRIO – SESC-RO lança um dos maiores festivais teatrais do Brasil em Porto Velho – Confira programação


Foi lançada na manhã desta terça-feira (31) no Teatro Um do Sesc – Administração Regional no Estado de Rondônia – a programação do Palco Giratório, um dos maiores festivais teatrais do Brasil, que deverá acontecer no período de 01 a 30 de setembro em Porto Velho. Serão 31 espetáculos teatrais oriundos de várias partes do país, além de algumas produções locais.
Consta da programação que os espetáculos será exibidos no Sesc/Esplanada, na praça Jônatas Pedrosa e no presídio feminino.
O Palco Giratório é um projeto nacional gerido pela rede Sesc que tem a proposta de aproximar várias partes do Brasil, mostrando sua cultural e levando um retrato de várias facetas das artes cênicas para romper as fronteiras existentes.
De acordo com o release distribuído à imprensa: “Com o festival é possível celebrar o diverso, o avesso, o processo, com seus matizes de linguagens, técnicas, estéticas e poéticas; o treino do olhar, da escuta, da educação dos sentidos. Essa ação coletiva, alimentada pela adesão crescente dos departamentos regionais do SESC em todo o Brasil, só se materializa – como o próprio fazer teatral e o fenômenos cênico em si – a partir da presença do outro, daquele que observa, assiste, participa”
A apresentação contou com a exibição de um vídeo mostrando a programação do Palco Giratório. Confira abaixo:
01/09 – O Cabra que matou as cabras (Praça Jônatas Pedrosa) – 16h00
02/09 – Conceição – Teatro 1 do SESC – 20h30
03 – Zambo – Teatro 1 do SESC – 20h30
04/09 – O Amargo Santo da Purificação - (Praça Jônatas Pedrosa) – 16h00
05/09 – Meninos Verdes de Coralina - Teatro 1 do SESC – 16h00
06/09 – João e o Pé de Feijão – Teatro 1 do SESC – 10h00
07/09 – O menino maluquinho – 1 Teatro – 16h00
08/09 – Malentendido – Teatro 1 do SESC - 20h30
09/09 – Ingrid – Quadra do SESC – 20h30
10/09 – Dolores - Teatro 1 do SESC – 20h30
11/09 – Ele Precisa Começar - Teatro 1 do SESC – 20h30
12/09 – Tropeço - Teatro 1 do SESC – 20h30
13/09 – E se... - Teatro 1 do SESC – 20h30
14-09 – Encantrago – Ver de Rosa um ser tão - Teatro 1 do SESC – 20h30
15/09 – Ensaio para um silêncio - Teatro 1 do SESC – 20h30
16/09 – Obscena Senhora D - Teatro 1 do SESC – 20h30
17/09 – Inderna de Intão - Teatro 1 do SESC – 20h30
18/09 – Zero - Teatro 1 do SESC – 20h30
19/09 – Quixote – Teatro 1 do SESC – 10h00
20/09 – Diário Malassombrado - Teatro 1 do SESC – 16h00
21/09 – Teatro Imaginário - Teatro 1 do SESC – 10h00
22/09 – Para Luiz Melo - Teatro 1 do SESC – 20h30
23/09 – Mi Munequita - Teatro 1 do SESC – 20h30
24/09 – Idéias de Teto - Teatro 1 do SESC – 20h30
25/09 – Aqueles Dois - Teatro 1 do SESC – 20h30
26/09 – Filhas da Mata - Teatro 1 do SESC – 20h30
27/09 –Tira a Canga do Boi – Praça Jônatas Pedrosa – 16h00
28/09 – Os Bichos também Amam - Praça Jônatas Pedrosa – 16h00
28/09 – Agreste – Teatro 1 do SESC – 20h30
29/09 – O Homem Banda - Praça Jônatas Pedrosa – 16h00
30/09 – Ao Divagar se vai longe de Bicicleta mais ainda - Praça Jônatas Pedrosa – 16h00

sábado, 28 de agosto de 2010

O Cabra no FENTEPP

Hoje!!!
Dia 28/08, às 11h e 15h - O Cabra que Matou as Cabras - Cia. de Teatro Nu Escuro, Local: Praça 9 de julho no Fentepp - Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente!!!!

O Cabra que Matou as Cabras - Cucurucu



O Cabra que Matou as Cabras - Telepatia


terça-feira, 17 de agosto de 2010

XVII FENTEPP - Festival Nacional de Teatro de Presidênte Prudente

Neste ano receberá 26 companhias de 7 estados brasileiros!!
Confira os espetáculos teatrais já confirmados!!


Cia Mênades e Sátiros (P.Pte) - A Serpente;
Cia de Teatro Garimpa Risos (P.Pte) - Quiproquó;
Teatro Independentes (RJ) - Rebu;
Cia Pessoal do Faroeste (SP) - Meio Dia do Fim;
Acruel Cia de Teatro (PR) - Espaço Outro;
Nacompanhiadoanjos (SP) - Spirulina em Spathódea;
Pequena Cia de Teatro (MA) - Pai e Filho;
Cia Lúdicos de Teatro Popular (SP) - A Ciranda da Villa;
Cia do Miolo (SP) - Amores no Meio Fio;
Grupo de Teatro (SP) - O Ovo e a Galinha;
Cia Mungunzá (SP) - Por que a Criança Cozinha na Polenta;
Cia Teatral ManiCômicos (MG) - Domdeandar;
Cia Rodamoinho (SP) - As Aventuras de Pepino;
Cia Com-Fé-Só (SP) - A Confissão de Leontina;
Marisa Basso (SP) - João Come Feijão;
Cia Forrobodó de Teatro e Cultura Popular - O Pavão Misterioso;
La Cascata Cia Cômica (SP) - O Comecim das Coisas;
Kaus Cia Experimental (SP) - O Grande Cerimonial;
Cia Circo de Bonecos - Circo de Bonecos;
Boa Companhia (SP) - Cartas do Paraíso;
El Outro Núcleo de Teatro (SP) - Gardência;
Cia Alma Livre (SC) - Tem Xente Uma Féis;
Cia Troada (SP) - A Porta;
GRU.PÓ (SP) - Um Brasileiro;
Cia de Teatro Nu Escuro (GO) - O Cabra que Matou as Cabras;
Matula de Teatro e Eduardo Okamoto (SP) - Chuva Pasmada.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Lançamento MIRADA - FESTIVAL IBERO-AMERICANO DE ARTES CÊNICAS DE SANTOS

O Cia de Teatro Nu Escuro estará no MIRADA - FESTIVAL IBERO-AMERICANO DE ARTES CÊNICAS DE SANTOS, com o espetáculo O Cabra que Matou as Cabras, Confira!
www.sescsp.org.br/mirada




18 ESPETÁCULOS INTERNACIONAIS
# ARG) Daniel Veronese
# Claudio Tolcachir
# Marcelo Mininno
# Diego Lerman
# Lía Jelin
# (BOL) Teatro de los Andes
# (CHI) Trinidad Gonzáles
# (COL) Mapa Teatro
# (EQU) Grupo Malayerba
# (ESP) Animalario
# Xarxa Teatre
# (MEX) Teatro de Ciertos Habitantes
# (PER) Grupo Cultural Yuyachkani
# (URU) Cia Complot
# (VEN) Gustavo Ott

12 ESPETÁCULOS NACIONAIS
# CPT (SP)
# Enrique Diaz (RJ)
# Cia. Mundana de Teatro (SP)
# Cia. Brasileira de Teatro (PR)
# Grupo Imbuaça (SE)
# Brava Companhia (SP)
# Cia de Teatro Nu Escuro (GO)
# Oi Nóis aqui Traveiz (RS)
# Cia. de Mystérios e Novidades (RJ)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

ESPETÁCULOS SELECIONADOS PARA MOSTRA DE ARTES CÊNICAS DE JARAGUA


Por Valbene Bezerra:
http://valbenebezerra.blogspot.com/2010/05/espetaculos-selecionados-para-mostra-de.html

Foto de Layza Vasconcelos: O Cabra que Matou as Cabras

Oito espetáculos foram selecionados para a 1ª Mostra Regional de Artes Cênicas de Jaraguá, que será realizada de 1º a 6 de junho, pela Federação de Teatro de Goiás. Das 24 produções inscritas, os curadores convidados Antônio do Valle, de São Paulo, e Ribamar Ribeiro, do Rio de Janeiro, escolheram trabalhos que se encaixam nas categorias palco (adulto e infantil), dança, dança-teatro e teatro de rua como determina o regulamento.

O lançamento da Mostra de Artes Cênicas Jaraguá... Uçu e sua programação oficial está marcada para amanhã (11/05), às 20 horas, em Jaraguá, com a presença do presidente da Feteg, Danilo Alencar, do prefeito da cidade, Lineu Olimpio e autoridades municipais.
Os produtores Marcelo Carneiro e Fernanda Fernandes e os diretores da entidade teatral também devem participar do evento organizado pela Feteg, com a finalidade de levar cultura e incentivar à produção artística no interior do Estado.

Esta será a primeira vez que Jaraguá ganhará uma semana inteira de espetáculos. Além das apresentações de teatro e dança, serão ministradas oficinas e cursos para estimular a criação. Danilo Alencar adianta que o encerramento deverá ser feito por um grupo convidado de repercussão nacional.

ESPETÁCULOS SELECIONADOS

1 - A Última Gota, Grupo Nômades de Dança
2- Balanço, Grupo Independente de Teatro
3- Chiquinha a Fofoqueira, Teatro Zabrfiskie
4 – Dúplice, Rodrigo Cruz e Rodrigo Cunha
5 – Hoje é Domingo, Grupo Solo de Dança
6 – No Coração do Brasil, Grupo Esqueteria Macacos
7 – O Cabra Que Matou as Cabras, Cia. de Teatro Nu Escuro
8 – Das Saborosas Aventuras de Dom Quixote de La Mancha e seu Escudeiro Sancho Pança, Grupo Teatro Que Roda

Outras três peças ficaram como suplentes, caso alguma selecionada desista de participar da mostra. São elas: Boi, do Sertão Teatro Infinito, As Sabichonas, da Cia. de Teatro Sala 3 e Escola de Mulheres, do Grupo de Teatro Guará.

Os dois experientes diretores Antônio do Valle e Ribamar Ribeiro levaram em consideração as qualidades artística e técnica dos espetáculos, a diversidade de linguagem e o conteúdo para fazer a seleção.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

MOSTRA SESC DE TEATRO DE RUA

SESC SOROCABA
apresenta

A Mostra SESC de Teatro de Rua apresenta um panorama da produção nacional de espetáculos teatrais do gênero, uma das manifestações artísticas mais antigas da cultura popular.

PROGRAMAÇÃO
A BRAVA
SESC Sorocaba Dia(s) 15/09
Terça, às 20h.

Com a Brava Companhia. O espetáculo, concebido para apresentações nas ruas é inspirado na história da heroína francesa Joana D’arc e propõe uma reflexão sobre os objetivos, rumos e escolhas de cada indivíduo e a sua postura frente às conseqüências destas escolhas. Valendo-se de recursos como a música, os atores convidam a platéia a fazer paradoxos com os dias atuais. A Companhia Brava, fundada em 1998, recebeu com esta montagem o prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro como melhor espetáculo apresentado em rua e foi indicado pelo Prêmio Shell na categoria melhor direção.
Local: Oficina Cultural Grande Otello. End.: Praça Frei Baraúna, s/n.

DEUS E O DIABO NA TERRA DE MISÉRIA
SESC Sorocaba
Dia(s) 16/09
Quarta, às 20h.

Com Oigalê Cooperativa de Artistas Teatrais. Livre adaptação do livro "Dom Segundo Sombra" de Ricardo Guiraldes, mais conhecido como Ferreiro e a Morte. No espetáculo, todos os recursos que o teatro de rua oferece são usados e mesclados à cultura pampiana, enfocando, neste caso, o contador de causo. “Deus e o Diabo” é um causo que vira teatro, trova, rima e música. Uma farsa gaudéria que conta como a Miséria ficou espalhada pelo mundo. A trilha sonora é executada ao vivo pelos próprios atores. O espetáculo estreou em setembro de 1999, já tendo realizado 520 apresentações para mais de 130.000 pessoas, em diversas cidades do Brasil.
Local: Oficina Cultural Grande Otello. End.: Praça Frei Baraúna, s/n.

A RUA É UM RIO
SESC Sorocaba
Dia(s) 17/09
Quinta, às 20h.

Com Tablado de Arruar. A peça tem como pano de fundo as relações de poder que se manifestam na disputa do solo paulistano, a partir de dois personagens que não se encontram,
mas cujos interesses se chocam. Goodman, uma figura da elite brasileira, idealista e inexperiente nos negócios, se vê obrigado a assumir a construtora de seu falecido pai. Por outro
lado, Mariana, uma favelada que vive na área e será removida para que se construa uma obra da empresa de Goodman. Fundado em 2001, o Tablado de Arruar nasceu com a proposta de
pesquisar o teatro de rua. “A Rua é um Rio” é o mais novo espetáculo do grupo, que ainda possui no repertório as peças “A Farsa do Monumento” e “Movimentos para atravessar a rua”. Local: Oficina Cultural Grande Otello. End.: Praça Frei Baraúna, s/n.

O CABRA QUE MATOU AS CABRAS
SESC Sorocaba
Dia(s) 18/09
Sexta, às 20h.

Com a Cia. de Teatro Nu Escuro. Um advogado vigarista se vê envolvido em um caso de assassinatos de cabras e bodes. Uma trama cheia de traições, trapaças e reviravoltas, onde uma esposa maliciosa engana seu marido advogado, que engana um comerciante ganancioso, que engana seu empregado, que engana um juiz, que quer enganar todo mundo. O texto é uma livre adaptação da peça medieval francesa “A Farsa do Advogado Pathelin”, mesclado com textos de cordéis nordestinos, esquetes de picadeiro, fábulas medievais, ditos populares e vários elementos da cultura popular brasileira. Com sede em Goiânia, a Cia de Teatro Nu Escuro tem treze anos de atuação no cenário nacional e internacional das artes cênicas e possui onze espetáculos montados.Local: Oficina Cultural Grande Otello. End.: Praça Frei Baraúna, s/n.

O REI SALOMÃO
SESC Sorocaba
Dia(s) 19/09
Sábado, às 11h.

Com a Trupe Koskowisck. A peça conta a história bíblica de duas mães que têm na mesma época seus filhos, mas um deles morre. A mãe inconformada com a morte do filho alega ser sua a criança viva. Com o impasse, as duas levam o problema ao Rei Salomão. Sem perder a delicadeza e a ludicidade, a trupe leva à rua esse conto universal de forma divertida. A Trupe Koskowisck é um grupo sorocabano formado por atores-palhaços que pesquisam a linguagem do Clown, do Circo e do Teatro de Rua.
Local: Praça Cel. Fernando Prestes, s/n.

TOMARA QUE NÃO CHOVA
SESC Sorocaba
Dia(s) 19/09
Sábado, às 20h.

Com Teatro de Anônimo. Tomara que não chova reproduz a estrutura dos espetáculos de circo-teatro que povoaram o imaginário do Brasil por décadas. Dividida em duas partes, a montagem soma números de variedades circenses e encenações teatrais. Para reunir os
elementos necessários na montagem, os artistas ouviram a voz da experiência: Vic Militello e os professores da Escola Nacional de Circo. Fundado em 1986 no Rio de Janeiro, o Teatro de
Anônimo dedica-se à pesquisa técnica e artística que define como Teatro Popular Circense, com enfoque principal na arte da comicidade, nas técnicas de números aéreos e no universo teatral das festas populares.
Local: Oficina Cultural Grande Otello. End.: Praça Frei Baraúna, s/n.


Palestra:
O TEATRO DE RUA COMO INTERVENÇÃO URBANA: O USO DO ESPAÇO DA RUA
SESC Sorocaba
Dia(s) 18/09
Sexta, às 14h.

Com Licko Turle, Alexandre Mate e Hélio Fróes A conversa tem como mote o uso do espaço da rua como palco para intervenções artísticas e irá contar com o parecer de especialistas na área, entre eles o ator e professor Licko Turle, doutorando e mestre em teatro pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Mestre em Teatro Educação pela USP Alexandre Mate e Hélio Fróes, moderador virtual da Rede Brasileira de Teatro de Rua, ator e diretor da Cia de Teatro Nu Escuro.
Local: Oficina Cultural Grande Otello. End.: Praça Frei Baraúna, s/n.

Oficina:

TEATRO DE RUA: ESPAÇO, MOVIMENTO E RITMO
SESC Sorocaba
Dia(s) 16/09
Quarta, às 14h.

Com Oigalê. O workshop é uma mostra da experiência de dez anos do Oigalê em teatro de rua. Nesta atividade, o grupo trabalha com a primeira palavra do vocabulário teatral: o corpo humano, principal fonte de som e movimento. Para o domínio dos meios de produção teatral, deve-se conhecer o próprio corpo, para depois torná-lo mais expressivo.
Local: Oficina Cultural Grande Otello. End.: Praça Frei Baraúna, s/n.


O INSTRUMENTO DO ATOR NA RUA
SESC Sorocaba
Dia(s) 19/09
Sábado, das 9h às 18h.

Com Bruno D´Oliveira. A atividade tem como objetivo trabalhar os potenciais corporais de cada aluno, aliados ao aspecto lúdico das práticas circenses. As técnicas desenvolvidas vão desde acrobacias, clown e malabares, baseados em exercícios de escolas de circo, até Teatro Físico e Mímicas, através de estudos e técnicas de Luis Louis e Marcel Marceau. Local: Oficina Cultural Grande Otello. End.: Praça Frei Baraúna, s/n.